Esta análise
quantitativa pode suplementar o teste de ácido úrico sérico ao
procurar a identificação de desordens que alteram a produção e excreção de
ácido úrico (como, por exemplo, leucemia, gota e disfunção renal).
O método
laboratorial mais específico para a detecção de ácido úrico é a absorção
espectrofotométrica após tratamento da amostra com a enzima uricase.
Objetivo
•
Detectar deficiências de enzima e distúrbios metabólicos que afetem a
produção de ácido.
•
Determinar se os cálculos
renais resultam de hiperuricosúria.
•
Auxiliar na medição da eficiência do clearance renal.
Valores de referência
Métodos:
espectrofotometria de absorção atômica ou enzimático.
250
a 750 mg na urina de 24 horas.
Achados anormais
Níveis elevados de
ácido úrico urinário podem resultar de hiperprodução de ácido úrico na
gota, de leucemia mielóide crônica, policitemia vera, mieloma múltiplo e
remissão precoce em anemia perniciosa, linfossarcoma e leucemia linfática
durante a radioterapia ou defeitos de reabsorção tubular, como, por exemplo, síndrome
de Fanconi e degeneração hepatolenticular (doença de Wilson).
Os
baixos níveis de ácido úrico urinário ocorrem na gota (quando associados com
produção normal de ácido úrico, porém com hipoexcreção renal) e em
comprometimento renal grave, como, por exemplo, aquele resultante de
glomerulonefrite crônica, glomeruloesclerose diabética e desordens do colágeno.
Exames correlatos
Ácido úrico sérico,
calciúria de 24 horas e perfil para nefrolitíase.