Transferrina 

Uma análise quantitativa dos níveis séricos de transferrina (siderofilina) é usada para avaliar o metabolismo de ferro. A transferrina, uma glicoproteína que é formada no fígado, transporta ferro circulante, obtido de fontes dietárias ou da decomposição de hemácias pelas células retículo-endoteliais, para a medula óssea para uso na síntese da hemoglobina ou para o fígado, baço, medula óssea, para estoque. Um nível sérico de ferro é, usualmente, obtido simultaneamente. 

Objetivos

    Determinar a capacidade de transporte de ferro do sangue.

Avaliar o metabolismo do ferro e anemia por deficiência de ferro. 

Preparo do paciente

12 horas de jejum.

Valores de referência

Método: Guanidina/Ferrozina, automatizado.

Masculino adulto: 215-365 mg/dl.

Feminino adulto: 250-380 mg/dl.

Criança: 203-360 mg/l.

Recém-nascido: 130-275 mg/dl. 

Achados anormais

Níveis inadequados de transferrina podem levar à síntese prejudicada de hemoglobina e, possivelmente, anemia. Os níveis séricos deprimidos podem indicar produção inadequada de transferrina devido a danos hepáticos ou excessiva perda de proteína em razão de doença renal ou inflamação aguda ou crônica. Os níveis diminuídos de transferrina podem, também, resultar de infecção aguda ou crônica, ou de câncer. Níveis elevados de transferrina no soro podem indicar deficiência grave de ferro, desnutrição ou gravidez. 

Exames correlatos

Ferritina, ferro sérico, capacidade de ligação de ferro total.