Transaminase glutãmico pirúvica (TGP) 

Também chamada alanina aminotransferase (ALT), é necessária para a produção de energia do tecido. Ela é uma das duas enzimas que catalisam uma reação de transferência de grupo amina reversível no ciclo de Krebs. A TGP ou ALT aparece, primariamente, em citoplasma hepatocelular, com quantidades menores nos rins, coração e músculos esqueléticos e é um indicador de comprometimento hepatocelular agudo. Este teste é usado para medir os níveis de TGP séricos. Os níveis anormalmente altos podem permanecer elevados por dias ou semanas. 

Objetivos

Detectar e avaliar o tratamento de doença hepática aguda, especialmente hepatite ou cirrose sem icterícia.

Distinguir entre comprometimento tecidual miocárdico e hepático (usado com aspartato aminotransferase).

Avaliar a hepatotoxicidade de algumas drogas. 

Preparo do paciente

Jejum de 4 horas. 

Valores de referência

Método: química seca, cinético, automatizado.

Feminino: até 31 U/l.

Masculino: até 41 U/l. 

Achados anormais

Níveis muito altos de TGP (até 50 vezes o normal) sugerem hepatite viral ou grave, induzida por droga, ou outra doença hepática com necrose extensa. Níveis de moderados a altos indicam mononucleose infecciosa, hepatite crônica, colestase intra-hepática ou colecistite, hepatite viral aguda no início ou no processo de cura, ou congestão hepática grave originária de insuficiência cardíaca. Elevações de ligeiras a moderadas podem aparecer em qualquer condição que cause comprometimento hepatocelular agudo, tais como cirrose ativa e hepatite alcoólica ou induzida por droga.  

Elevações marginais, ocasionalmente, ocorrem em infarto agudo do miocárdio, refletindo congestão hepática secundária ou a liberação de pequenas quantidades de TGP do tecido do miocárdio. 

Exames correlatos

Transaminase glutâmico oxalacética (TGO), gama glutamil transferase (Gama GT) e fosfatase alcalina.