Testosterona total e livre 

Este teste de ligação de proteína competitiva mede os níveis plasmáticos ou séricos de testosterona. Quando combinado com a medição dos níveis plasmáticos de gonadotrofinas (hormônio folículo estimulante e hormônio luteinizante), ele confiavelmente auxilia na avaliação de disfunção gonadal em homens e mulheres. A fração livre da testosterona é aquela com efeito metabólico, pois não sofre influência dos níveis da proteína carregadora circulante ou SBHG (sex hormone binding globulin). 

Objetivos

Auxiliar no diagnóstico diferencial de precocidade

  sexual masculina e pseudo-precocidade.

Auxiliar no diagnóstico diferencial de hipogonadismo primário ou secundário.

Avaliar na infertilidade masculina ou outra disfunção.

Avaliar hirsutismo e virilização em mulheres. 

Valores de referência

Testosterona Total.

Método: ensaio quimioluminométrico.

Homens: 300 a 900 ng/dl.

Mulheres: 15 a 75 ng/dl.

Crianças pré-puberes (ambos os sexos): até 40 ng/dl. 

Testosterona Livre.

Método: radioimunoensaio.

Homens: 9 a 55 picogramas/ml.

Mulheres no menacme: 0,3 a 3,2 picogramas/ml.

Mulheres na pós-menopausa: 0,3 a 1,7 picogramas/ml.

Achados anormais

Os níveis anormais de testosterona em meninos pré-puberes podem indicar precocidade sexual verdadeira, originária da secreção excessiva de gonadotrofina, ou pseudo-precocidade, originária da produção de hormônio masculino por um tumor testicular. Também pode indicar hiperplasia adrenal congênita, que resulta em puberdade precoce em meninos ( 2 a 3 anos de idade), e pseudo-hermafroditismo e virilização mais leve em meninas. 

Os níveis aumentados também podem ocorrer com tumor adrenal maligno ou câncer, hipertireoidismo ou puberdade incipiente. Em mulheres com tumores ovarianos ou síndrome do ovário policístico, os níveis de testosterona podem elevar-se, levando ao hirsutismo. 

Os níveis deprimidos de testosterona podem indicar hipogonadismo primário (como na síndrome de Klinefelter) ou hipogonadismo secundário (eunucoidismo hipogonatrópico) proveniente de disfunção hipotalâmica-pituitária. Os níveis diminuídos de testosterona podem também indicar orquiectomia, câncer testicular ou prostático, puberdade masculina atrasada, terapia com estrogênio ou cirrose. 

Exames correlatos

Hormônio folículo estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH).