Teste
laboratorial de pesquisa de doença venérea (VDRL)
Exame útil no diagnóstico e acompanhamento de
pacientes com sífilis. Os títulos da reagina plasmática rápida (RPR) se
apresentam altos (superiores a 1:32) nas fases primárias ou secundárias da
doença e tendem a se normalizar após o tratamento. Títulos baixos (1:2, 1:4)
podem permanecer após o tratamento, caracterizando uma cicatriz sorológica. Títulos
variando de 1:1 até 1:8 podem ser encontrados com micro-hemaglutinação,
FTA-ABS ou teste imunoenzimático com antígeno treponêmico, negativos,
caracterizando reações falso-positivas. Tal ocorrência pode estar associada
à doenças auto-imunes, principalmente lupus eritematoso sistêmico.
Objetivos
•
Confirmar sífilis primária, secundária ou terciária (neuro-sífilis).
•
Monitorar resposta ao tratamento.
Preparo do paciente
Jejum não necessário.
Valores de referência
Método:
Reação de floculação com antígeno não treponêmico RPR.
O soro ou o líquor
normais não apresentam floculação e o teste é relatado como não sendo
reativo, ou seja, com ausência de anticorpos.
Achados anormais
A floculação definida é relatada como um teste
reativo; uma floculação discreta, como um teste fracamente reativo. Um teste VDRL
reativo ocorre em cerca de 50 % dos pacientes com sífilis primária e em quase
todos os pacientes com sífilis secundária. Se houver lesões sifilíticas, um
teste VDRL reativo é então diagnóstico. Se não houver lesões evidentes, um
teste VDRL reativo necessita de um teste de repetição. Entretanto, as reações
biológicas falso-positivas podem ser causadas por condições não relacionadas
à sífilis; por exemplo, mononucleose infecciosa, malária, lepra, hepatite,
lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide e doenças treponêmicas não
sifilíticas como a pinta ou bouba, por exemplo.
O teste não reativo não
descarta a sífilis, pois o Treponema
pallidum não causa alterações imunológicas detectáveis no soro durante
14 a 21 dias após a infecção. Todavia, um exame microscópico de campo escuro
de exsudato de lesões suspeitas pode fornecer diagnóstico precoce por meio da
identificação de espiroquetas causadoras.
Um teste VDRL reativo,
utilizando uma amostra LCR, indica neuro-sífilis, que pode vir a seguir os estágios
primário e secundário em pacientes que permaneçam sem tratamento.
Exames correlatos
Sorologia para sífilis, pesquisa direta de sifílis em lesão.