Teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS)

 O teste de absorção de anticorpo de treponema fluorescente (FTA-ABS) utiliza imunofluorescência indireta para detectar anticorpos para o espiroqueta Treponema pallidum no soro, causador da sífilis. 

Apesar do teste FTA-ABS ser, geralmente, efetuado em uma amostra de soro para detectar sífilis primária ou secundaria, é necessária uma amostra de LCR para detectar sífilis terciária. Em razão de os níveis de anticorpos permanecerem constantes durante longos períodos, o teste FTA-ABS não é recomendado para monitoração de reposta à terapia. 

Dois novos testes são utilizados para detectar o T. pallidum: o teste de microhemaglutinação e o ensaio imunoabsorvente ligado à enzima (ELISA). O ensaio de microhemaglutinação torna o teste de sífilis mais específico por meio da eliminação da interferência metodológica. 

Objetivos

Confirmar a sífilis primária ou secundária.

Rastrear com relação a resultados falso-positivos.

  dos testes VDRL (Veneral Disease Research Laboratory). 

Preparo do paciente

Jejum não necessário. 

Valores de referência

Método: reação de hemaglutinação ou ensaio imunoenzimático competitivo.

Ausência de anticorpos.

Achados anormais

A presença de anticorpos de treponema no soro – um resultado de teste reativo – não indica o estágio ou a gravidade da sífilis. Todavia, a presença desses anticorpos no LCR é forte evidência de sífilis terciária. Níveis elevados de anticorpos aparecem em 80% a 90% dos pacientes com sífilis primária e em 100% dos pacientes com sífilis secundária. Níveis mais altos de anticorpos persistem durante diversos anos, com ou sem tratamento. 

A ausência de anticorpos de treponema – um resultado de teste não reativo – necessariamente não descarta a sífilis. O T. pallidum não causa alterações imunológicas detectáveis no sangue durante 14 a 21 dias após a infecção inicial. Os organismos podem ser detectados mais cedo por meio de exames de lesões suspeitas com o microscópio de campo escuro. Níveis baixos de anticorpos, ou outros fatores não específicos, produzem achados limítrofes (borderline). Em tais casos, um teste repetido e uma história detalhada do paciente podem ser produtivos.  

Apesar de esse teste ser específico, alguns pacientes com condições não sifilíticas como, por exemplo, lupus eritematoso sistêmico, herpes genital ou globulinas aumentadas ou anormais, ou pacientes grávidas podem apresentar níveis minimamente reativos. Adicionalmente, esse teste nem sempre distingüe entre T. pallidum e outros treponemas. 

Exames correlatos

Teste laboratorial de pesquisa de doença venérea (VDRL).