Prolactina

Também conhecida como soro lactogênico ou lactogênio, a prolactina é essencial no desenvolvimento das glândulas mamárias para a lactação durante a gravidez e para estimular e manter a lactação pós-parto. 

Este radioimunoensaio é uma análise quantitativa dos níveis séricos de prolactina, que normalmente elevam-se de 10 a 20 vezes durante a gravidez, correspondendo à elevações concomitantes nos níveis de lactogênio placentário humano. Após o parto, a secreção de prolactina cai a níveis basais em mulheres que não amamentam. Todavia, a secreção de prolactina aumenta durante a amamentação, aparentemente em razão de um estímulo causado pela sucção que refreia a liberação do fator inibidor de prolactina pelo hipotálamo. Isto, por sua vez, permite elevações transitórias da secreção de prolactina pela pituitária. Este teste é útil em pacientes com suspeita de tumores pituitários, conhecidos pelo seu excesso de secreção de prolactina. 

Objetivos

Auxiliar no diagnóstico de disfunção pituitária (possivelmente devido a adenoma pituitário).

Auxiliar no diagnóstico de disfunção hipotalâmica.

Avaliar galactorréia e amenorréia secundárias.

Preparo do paciente

Jejum de 4 horas. 

Valores de referência

Método: imunoflutométrico.

Homens: 2 a 10 microgramas/l.

Mulheres (não grávidas): 2 a 15 microgramas/l. 

Achados anormais

Níveis anormalmente altos de prolactina (100 a 300 ng/dl) sugerem produção autônoma por um adenoma pituitário, especialmente na presença de amenorréia ou galactorréia. Raramente a hiperprolactinemia pode resultar de distúrbios endócrinos graves. A hiperprolactinemia idiopática pode ser associada com infertilidade anovolutória. Os níveis diminuídos de prolactina em uma mulher que esteja amamentando causam deficiência de lactação e podem estar associados com um infarto pituitário pós-parto (síndrome de Sheehan). Níveis de prolactina anormalmente baixos também têm sido encontrados em algumas pacientes com síndrome de sela vazia. 

Exames correlatos

Hormônio folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH), estradiol e progesterona.