A progesterona, um hormônio esteróide ovariano
secretado pelo corpo lúteo, dá origem ao espessamento e desenvolvimento
secretor do endométrio na preparação para a implantação do óvulo
fertilizado. Os níveis de progesterona, portanto, atingem o pico durante a fase
médio-luteínica do ciclo menstrual. Se a implantação não ocorrer, os níveis
de progesterona (e estrógeno) caem agudamente e a menstruação começa 2 dias
mais tarde.
Durante a gravidez a
placenta libera cerca de 10 vezes a quantidade mensal normal de progesterona
para manter a gravidez. A secreção aumentada começa por volta do final do
terceiro trimestre e continua até o parto. A progesterona impede o aborto
espontâneo por meio da diminuição das contrações uterinas. Junto com o estrógeno,
ela ajuda a preparar as mamas para a lactação.
Este radioimunoensaio é
uma análise quantitativa dos níveis plasmáticos de progesterona e fornece
informação confiável sobre a função do corpo lúteo em estudos de
fertilidade ou da função placentária na gravidez.
Recomenda-se as determinações
seriadas.
Objetivos
•
Avaliar a função do corpo lúteo como parte da pesquisa de
infertilidade.
•
Avaliar a função placentária durante a gravidez.
•
Auxiliar na confirmação da ovulação; os resultados do teste apoiam as
leituras de temperatura corpórea basal.
Preparo do Paciente
Jejum de 4 horas.
Valores de referência
Método:
Ensaio imunofluorométrico.
Valores normais durante a
menstruação:
Fase
folicular: de 5 a 105 ng/dl (0,16 a
3,36 nmol/l).
Fase
lútea: de 400 a 2000 ng/dl (12,8 a
64,0 nmol/l).
Menopausa:
até 90 ng/dl (até 2,88 nmol/l).
Sexo
masculino: de 20 a 90 ng/dl (0,64 a
2,88 nmol/l).
Crianças
pré-púberes: até 40 ng/dl.
Achados anormais
Níveis elevados de progesterona podem indicar anovulação,
tumores luteinizantes, cistos ovarianos que produzem progesterona ou
hiperplasias adrenocorticais e tumores que produzem progesterona junto com
outros hormônios esteróides.
Níveis baixos de
progesterona são associados com amenorréia devido a diversas causas (como, por
exemplo, pan-hipopituarismo ou disfunção gonadal), toxemia gravídica, ameaça
de abortamento e morte fetal.
Exames correlatos
Hormônio folículo-estimulante (FSH), estradiol e hormônio luteinizante (LH).