Perfil de
marcadores sorológicos virais para hepatites A, C, D e E
Este perfil é útil para se fazer o diagnóstico
laboratorial da etiologia de um caso de hapatite por vírus. Ele
incorpora marcadores de vírus A,C, D e E. Será diagnosticada infecção pelo vírus
A, se o anticorpo IgM anti-HAV estiver positivo.
A hepatite C será diagnosticada, se anticorpos anti-HCV forem
encontrados (preferivelmente acompanhado, de RNA positivo). Cerca de 70 – 80%
dos indivíduos infectados tornam-se cronicamente infectados e, nestes casos, a
pesquisa do VHC poderá ser feita por meio de amplificação do RNA viral pela técnica
de reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) ou pela técnica do branched-DNA (bDNA)
que habitualmente indicam doença ativa, com alteração histológica hepática.
Para que a hepatite D
seja diagnosticada é necessário que
o HBsAg esteja positivo e que também esteja positiva a pesquisa de anticorpo
anti-antígeno do vírus D ou delta (anti-HDV). A infecção pelo vírus E será
diagnosticada pela elevação da densidade óptica encontrada no teste
de |gG anti-HEV, uma vez que ainda não existe até o momento, teste
específico para IgM anti-HEV.
Objetivos
•
Diagnosticar hepatites virais dos tipos A, C, D (delta) ou E.
•
Estabelecer a fase aguda ou crônica das hepatites virais A, C, D (delta)
ou E.
•
Estabelecer a carga viral do HCV que tem sido usada como fator prognóstico
em pacientes infectados, assim como para monitoração da progressão da doença
e da resposta à terapêutica específica.
Preparo do paciente
Jejum de 4 horas.
Valores de referência
Método:
imunofluorimétrico em micropartículas.
IgG
e IgM anti-HAV: ausência de
anticorpos.
Anti-HCV:
ausência de anticorpos.
HBsAg:
negativo.
Método:
ensaio imunoenzimático (ELISA).
Anti-HDV:
ausência de anticorpos.
IgG
anti-HEV: ausência de anticorpos.
Método:
quantitativo por reação em cadeia da polimerase (RT-PCR).
HCV-RNA
RT-PCR: negativo.
Método:
quantitativo por branched-DNA (bDNA)
HCV-bDNA:
negativo
Método:
ensaio imuno-blot recombinante (RIBA)
Anti-HCV:
ausência de anticorpos
Achados anormais
A positividade do anticorpo IgG anti-HAV indica apenas
contato prévio com o agente viral, estando presente em mais de 90% da população
adulta em nosso meio. No caso de exame de triagem para vacinação, o título
considerado protetor é de 20 UI/mL, excluindo, quando presente, a necessidade
de vacinação.
Os testes pelas técnicas
RT-PCR ou bDNA nâo devem ser utilizados para diagnóstico de infecção pelo
HCV e sim para monitoração quantitaiva da carga viral de pacientes com infecção
confirmada. Altos níveis são encontrados
na infecção aguda e em uma
parcela de pacientes com hepatite crônica.
A carga viral de HCV tem
sido usada como fator prognóstico em pacientes infectados, assim como para
monitoração da progressão da doença e da resposta à terapêutica específica.
A presença de anticorpos
dirigidos contra o HCV pode ser detectada pela técnica imunoenzimática (ELISA)
modificada, ou seja, pela técnica RIBA (ensaio imuno-blot recombinante), no
qual se avalia reatividade contra
proteínas específicas do HCV.
A infecção pelo vírus
D ou delta sempre está associada a uma infecção concomitante pelo vírus da
hepatite B. A doença causada pela associação Delta-HBV costuma ser grave. Uma
reação positiva de IgG anti-HEV pode significar infecção recente ou
pregressa. Entretanto, a elevação dos títulos de IgG anti-HEV entre duas
amostras colhidas com intervalo de duas semanas, pode indicar infecção
recente.
Exames
correlatos
HBsAg, HBcAg, HBeAg, anti-HBs, anti-HBc, anti-HBe.