Hormônio anti-diurético (HAD) 

O HAD, também chamado vasopressina, promove reabsorção de água em resposta à osmolaridade aumentada. Em resposta à osmolaridade diminuída (excesso de água), a secreção reduzida de HAD permite a excreção aumentada de água para manter o equilíbrio de líquido. Junto com a aldosterona, o HAD ajuda a regular o equilíbrio de sódio, potássio e líquidos. Ele também estimula a contração do músculo vascular liso, causando um aumento na pressão sangüínea arterial. 

Esta análise quantitativa do nível sérico de HAD pode identificar diabetes insípidus e outras causas de desequilíbrios homeostáticos graves. Pode ser solicitado como parte do teste de desidratação ou teste de infusão salina hipertônica, que determina a resposta corporal a estados de hiperosmolaridade. 

Objetivo

Auxiliar no diagnóstico diferencial de diabetes insípidus, diabetes insípidus nefrogênico e síndrome de HAD inapropriado (SHADI). 

Preparação do paciente

Jejum e limitação de atividade física por 12 horas. 

Valores de referência

Método: extração de radioimunoensaio.

1,0 a 13,3 pg/ml. 

Achados anormais

A ausência ou níveis abaixo do normal de HAD indicam diabetes insípidus, resultante de um tumor hipotalâmico neuro-hipofisário, infecção viral, doença metastática, sarcoidose, tuberculose, mal de Hand-Schüller-Christian, sífilis, procedimentos neuro-cirúrgicos ou trauma cerebral.

Níveis normais de HAD em presença de sinais de diabetes insípidus podem indicar a forma nefrogênica da doença, acentuada pela resistência tubular renal ao HAD; entretanto, os níveis devem elevar-se se a pituitária tentar compensar.  

Níveis elevados de HAD podem também indicar SHADI, possivelmente como um resultado de carcinoma broncogênico, hipotireoidismo, porfiria aguda, mal de Addison, hepatite infecciosa, cirrose hepática, hemorragia grave ou choque circulatório. 

Exames correlatos

Aldosterona, sódio, potássio, osmolaridade sérica, osmolaridade urinária.