Gama-glutamiltransferase
(GGT)
A gama-glutamiltransferase (GGT), também chamada de
gama-glutamiltranspeptidase, participa da transferência de aminoácidos através
das membranas celulares e, possivelmente, do metabolismo da glutationa. As
concentrações mais altas de GGT encontram-se
nas membranas celulares e túbulos renais, todavia a enzima também aparece no fígado,
epitélio do trato biliar, pâncreas, linfócitos, cérebro e testículos. Esse
teste é usado para medir os níveis séricos de GGT.
Objetivos
•
Fornecer informação sobre doença hepato-biliar, avaliar função hepática
e detectar ingestão de álcool.
•
Distinguir entre doença esquelética e doença hepática, quando a
fosfatase sérica alcalina estiver elevada (um nível
normal de GGT sugere que essa elevação origina-se de doença esquelética).
Preparo do paciente
Jejum de 4 horas.
Valores de referência
Método: Cinético,
química seca.
Feminino: 7
a 32 U/l.
Masculino:
11 a 49 U/l.
Achados anormais
A GGT sérica eleva-se em qualquer doença hepática
aguda, enquanto a produção de enzima aumenta em
resposta à lesão hepato-celular. Ocorrem aumentos moderados em casos de
pancreatite aguda, doença renal, metástase prostática; durante o estágio pós-operatório
e em alguns pacientes com epilepsia ou tumores cerebrais. Os níveis também
aumentam devido à indução enzimática após a ingestão de álcool. As elevações
mais agudas ocorrem em pacientes com icterícia obstrutiva e infiltrações hepáticas
metastáticas. A GGT pode aumentar em 5 a 10 dias após o IM agudo, seja como
resultado de granulação tecidual e cura, seja como uma indicação dos efeitos
da insuficiência cardíaca sobre o fígado.
Exames correlatos
Transaminase glutâmico oxalacética (TGO), transaminase glutâmico pirúvica (TGP), fosfatase alcalina total e frações, bilirrubina total e frações.