Fibrinogênio
O fibrinogênio (Fator I) origina-se no fígado
e é convertido em fibrina durante a coagulação. Em razão da fibrina ser
necessária para a formação de coágulos, a deficiência de fibrinogênio pode
produzir desordens de sangramento de caráter leve a grave.
Este teste é usado
para medir a quantidade de fibrinogênio em uma amostra de plasma sangüíneo.
Observar que a deficiência de fibrinogênio pode também prolongar o TTPA, TP e
tempo de trombina.
Objetivo
• Auxiliar no diagnóstico de suspeita de desordens de sangramento ou
coagulação causadas por anormalidades nos
valores de fibrinogênio.
Preparação do paciente
Jejum de 8 horas.
Valores de referência
150 - 370 mg/dl (1,5 a 3,7 g/l)
Método:
Clauss modificado.
Achados anormais
Níveis deprimidos de fibrinogênio podem indicar
afibrinogenemia congênita, hipofibrinogenemia, CID, fibrinólise, doença hepática
grave, câncer metastático ou lesões da medula óssea. Trauma ou complicações
obstétricas podem também causar níveis baixos.
Os níveis de fibrinogênio
abaixo de 100 mg/dl impedem uma interpretação dos testes de coagulação que
tenham um coágulo de fibrina como um ponto final.
Os níveis elevados
podem ocorrer durante o terceiro trimestre da gravidez e em mulheres que tomam
contraceptivos orais. O fibrinogênio é um regente de fase aguda e podem
ocorrer níveis altos em pacientes com infecção aguda, desordens de colágeno,
neoplasias, nefrose ou hepatite.
Pesquisas recentes
ressaltam a importância da influência da taxa de fibrinogênio na aceleração
da formação de tombos. Uma taxa elevada altera para mais a
hipercolesterolemia, além de exercer influência na hiperagregabilidade plaquetária.