Ferritina

 A ferritina, uma proteína da maior importância no armazenamento de ferro, normalmente aparece em pequenas quantidades no soro. Em adultos sadios, os níveis séricos de ferritina são diretamente relacionados à quantidade de ferro disponível armazenado no corpo e pode ser medida, com precisão, por radioimunoensaio. 

Objetivos

Rastrear a deficiência de ferro e sobrecarga de ferro.

Estimar o armazenamento de ferro.

    Distinguir entre deficiência de ferro (uma condição de baixo armazenamento de ferro) e inflamação crônica (uma condição de armazenamento normal). 

Preparo do paciente

Jejum de 4 horas. 

Valores de referência

Método:  ensaio imunofluorométrico.

Os valores séricos normais de ferritina variam conforme a idade. De acordo com o Mayo Medical Laboratories, os níveis séricos de ferritina variam da seguinte maneira:

Recém-nascidos: 25 a 200 microg/l.

1 mês: 200 a 600 microg/l.

2 a 5 meses: 50 a 200 microg/l.

6 meses a 15 anos: 10 a 150 microg/l.

Homens: 36 a 262 microg/l.

Mulheres (menacme): 10 a 64 microg/l.

Mulheres (pós-menopausa): 24 a 155 microg/l. 

Achados anormais

Altos níveis séricos de ferritina podem indicar doença hepática aguda ou crônica, sobrecarga de ferro, leucemia, inflamação ou infecção aguda ou crônica, mal de Hodgkin ou anemias hemolíticas crônicas; nessas desordens, as reservas de ferro na medula óssea podem estar normais ou significativamente aumentadas. Os níveis séricos de ferritina são caracteristicamente normais ou ligeiramente elevados em pacientes com doença renal crônica. 

Baixos níveis séricos de ferritina indicam deficiência crônica de ferro 

Exames correlatos

Hemograma completo, ferro e capacidade de ligação de ferro total, transferrina, ácido fólico.