A CPK é uma
enzima que catalisa o caminho metabólico creatina-creatinina em células
musculares e tecido cerebral. Um aumento acima dos níveis séricos normais
indica trauma em células com alto teor de CPK. O
fracionamento e medição de três isoenzimas de CPK distintas - CK-BB (CK1),
CK-MB (CK2) e CK-MM (CK3) - substituíram o uso de níveis de CPK total para
localizar o local de destruição tecidual aumentada em IM agudo. A CK-BB,
raramente vista no soro, é a mais prevalente em tecido cerebral. A CK-MM é
encontrada principalmente no músculo esquelético; a CK-MB no músculo cardíaco.
Lesões ao músculo cardíaco liberam isoenzimas CK-MM, CK-MB e DHL para dentro
do soro.
Objetivos
•
Detectar e diagnosticar IM agudo e reinfarto.
•
Avaliar causas possíveis de dor no peito e monitorar a gravidade de
isquemia miocardiana após cirurgia cardíaca, cateterização cardíaca ou
cardioversão.
•
Detectar desordens de músculo esquelético que não sejam neurogênicas
na origem, como, por exemplo, distrofia muscular de Duchenne e dermatomiosite
precoce.
Preparo do paciente
Jejum de 4 horas.
Valores de referência
Método:
cinético, química seca.
Masculino:
até 190 U/L.
Feminino:
até 167 U/L.
CK-BB:
indetectável.
CK-MB:
indetectável até 7 U/L.
CK-MM:
5 a 70 U/L.
Achados anormais
Os níveis de CPK total podem elevar-se em casos de distrofia muscular, miosite viral, polimiosite, doença cérebro-vascular aguda, isquemia cerebral, hipocalemia grave, envenenamento por monóxido de carbono, hipertermia maligna ou cardiomiopatia alcoólica.
A isoenzima CK-BB detectável
pode indicar lesão tecidual cerebral, tumores malignos disseminados, choque
grave ou deficiência renal. A isoenzima CK-MB maior que 5% dos níveis de CPK
total (ou mais que 10 U/L) indica IM. Em IM agudo e após cirurgias cardíacas,
o CK-MB começa a elevar-se em 2 a 4 horas, atinge um pico entre 12 e 24 horas
e, usualmente, retorna ao normal em 24 a 48 horas; as elevações persistentes
ou níveis crescentes indicam lesão miocárdica em andamento. Os valores de CPK
total seguem aproximadamente os mesmos padrões, porém aumentam ligeiramente
mais tarde. Os níveis de CK-MB podem não aumentar em insuficiência cardíaca
congestiva ou em angina pectoris desacompanhada de necrose celular miocárdica.
Os valores de CK-MM em
elevação seguem a lesão músculo-esquelética a partir de trauma ou de doenças
como, por exemplo, distrofia muscular. Os níveis de CK-MM elevam-se
moderadamente em hipotireoidismo e elevam-se abruptamente com atividade muscular
provocada por agitação.
Exames correlatos
Dehidrogenase-Láctica (DHL), transaminase glutãmico oxalacética (TGO).