Cortisol 

Sendo o principal glicocorticóide secretado pela zona fasciculada do córtex adrenal, o cortisol auxilia a metabolizar os nutrientes, mediar o estresse fisiológico e regular o sistema imune. A secreção de cortisol eleva-se no início do dia, atinge o pico por volta de 8 horas da manhã e, depois, declina para níveis muito baixos no fim da tarde e durante a primeira fase do sono. Esse radioimunoensaio, uma análise quantitativa de níveis plasmáticos de cortisol, é usualmente solicitado para pacientes com sinais de disfunção adrenal. Entretanto, geralmente são necessários outros testes para confirmar o diagnóstico. 

Objetivo

Auxiliar no diagnóstico da doença de Cushing, síndrome de Cushing, doença de Addison e insuficiência adrenal secundária. 

Preparação do paciente

Jejum de 4 horas. 

Valores de referência

Método: fluoroimunoensaio ou cromatografia líquida

de alta pressão (HPLC).

Manhã: 7-28 microgramas/dl.

Tarde: 2-18 microgramas/dl.

Achados anormais

Níveis aumentados de cortisol plasmático podem indicar hiperfunção adrenocortical na doença de Cushing ou síndrome de Cushing. Queimaduras, exercícios, doença hepática grave e pancreatite aguda também podem aumentar os níveis. A falta de variação diurna na secreção de cortisol é significativa em quase todos os pacientes com síndrome de Cushing; nesses pacientes, as amostras matinais e vespertinas mostram pouca, ou nenhuma, diferença em valores. Pessoas sadias ou sob estresse físico ou emocional podem não apresentar variações diurnas. 

Os níveis elevados de cortisol podem indicar hipofunção adrenal primária (doença de Addison). A invasão fúngica, tuberculose e hemorragia podem causar destruição adrenocortical. Baixos níveis de cortisol devido à insuficiência adrenal secundária podem ocorrer em condições de secreção prejudicada de corticotropina, como, por exemplo, hipofisectomia. 

Exames correlatos

Corticotropina (ACTH), aldosterona, sódio, potássio.