Complemento
Total e Frações (CH50, C3 e C4)
O complemento é um
termo coletivo para um sistema de pelo menos 20 proteínas séricas que destroem células
estranhas e ajudam a remover materiais estranhos. A deficiência de complemento
pode aumentar a susceptibilidade à infecção e pode predispor o paciente a
outras doenças. Portanto, os ensaios de complemento são indicados em pacientes
com doença imunomediada conhecida ou suspeitada ou com resposta repetidamente
anormal à infecção. Diversos métodos de laboratório são utilizados para
avaliar e medir o complemento total e seus componentes; o teste hemolítico, a
nefelometria a laser e imunodifusão radial são os mais comuns.
Apesar
dos testes de complemento fornecerem informação valiosa sobre o sistema imune
do paciente, os resultados devem ser considerados à luz de testes de
auto-anticorpo e imonuglobulina sérica para o diagnóstico definitivo de doença
imunomediada ou resposta anormal à infecção.
Objetivos
•
Auxiliar a detectar doença imunomediada e deficiência genética de
complemento.
•
Monitorar a eficácia da terapia.
Preparação
do paciente
Jejum de 4 horas.
Valores
de referência
Complemento
total (CH50): 170
a 330 U/ml.
Método:
técnica de Wadsworth e Maltaner.
Fração
C3: 88 a 201 mg/dl.
Método:
Nefelometria.
Fração
C4: 16 a 47 mg/dl.
Método:
Nefelometria.
Inibidor
de C1q esterase:
10 a 25 mg/dl.
Método:
Imunodifusão radial.
Achados
anormais
As anormalidades de
complemento podem ser genéticas ou adquiridas, sendo as adquiridas as mais
comuns. Níveis deprimidos de complemento total (clinicamente mais
significativos do que as elevações) podem resultar de formação excessiva de
complexo antígeno-anticorpo, síntese insuficiente de complemento, formação
de inibidor ou catabolismo aumentado de complemento e são característicos em lúpus
eritematoso sistêmico (LES), glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda e doença
sérica aguda. Os baixos níveis também podem ocorrer em pacientes com cirrose
hepática avançada, mieloma múltiplo, hipogamaglobulinemia e aloenxertos
rapidamente rejeitados.
O
complemento total elevado pode ocorrer em icterícia obstrutiva, tireoidite,
febre reumática aguda, artrite reumatóide, infarto agudo do miocárdio, colite
ulcerativa e diabetes.
A
deficiência do inibidor da C1q esterase é característica em angioedema
hereditário, a anormalidade genética mais comum associada ao complemento; a
deficiência de C3 é característica em infecção piogênica recorrente; a
deficiência de C4 é característica em LES.
Exames
correlatos
Antiestreptolisina O (ASLO),
fator antinúcleo (FAN).