Este teste usa espectrofotofluorometria para medir os níveis
urinários das principais catecolaminas - epinefrina, norepinefrina e dopamina.
As catecolaminas preparam o corpo para a resposta aja-ou-fuja ao stress; elas
também ajudam a regular o metabolismo, o funcionamento do sistema nervoso simpático,
a pressão arterial e controles hemodinâmicos.
Prefere-se uma amostra de urina de 24 horas, pois a secreção de catecolaminas flutua diurnamente em resposta a condições tais como dor, calor, frio, stress emocional, exercício e drogas. Entretanto, uma amostra aleatória pode ser útil para avaliar os níveis de catecolamina após um episódio de hipertensão. Para uma avaliação completa da secreção de catecolamina, os níveis urinários de metabólitos de catecolaminas são medidos ao mesmo tempo.
Objetivos
•
Auxiliar no diagnóstico de feocromocitoma
em um paciente com hipertensão não-explicada.
•
Auxiliar no diagnóstico de neuroblastoma, ganglio-neuroma e disautonomia.
•
Diagnosticar condições estressantes tais como nervosismo e ansiedade
graves.
Preparo do paciente
Retirar frascos e instruções para coleta.
Valores de referência
Método:
espectrofotofluorometria ou cromatografia líquida de alta pressão com detecção
amperométrica.
Acima
de 10 anos
Noradrenalina:
de 15 a 80 microg/24h.
Adrenalina:
até 20 microg/24h.
Dopamina:
de 65 a 400 microg/24h.
Achados anormais
Em hipertensão não diagnosticada, níveis urinários
elevados de catecolamina após um episódio de hipertensão, usualmente indicam
feocromocitoma. Exceto para HVA, os metabólitos de catecolamina podem também
estar elevados. Níveis de HVA anormalmente altos descartam um
feocromocitoma. Níveis elevados de catecolaminas sem hipertensão acentuada
podem ser devidos a um neuroblastoma ou a um ganglioneuroma. Os níveis
consistentemente baixos ou normais de catecolamina podem indicar disautonomia.
Exames correlatos
Ácido vanilmandélico (VMA) urinário.