Os cálculos urinários
(pedras urinárias) são substâncias insolúveis mais comumente formadas de
sais minerais de oxalato de cálcio, fosfato de cálcio, fosfato de magnésio amônia,
urato ou cistina. Eles podem aparecer em qualquer lugar no trato urinário e
variam de tamanho, de microscópico a vários centímetros.
A
formação de cálculos pode resultar de volume urinário reduzido, excreção
aumentada de sais minerais, estase urinária, alterações de pH e substâncias
protetoras diminuídas. Os cálculos comumente formam-se nos rins, passam pelo
ureter e são excretados na urina. Como nem todos os cálculos são
espontaneamente eliminados, eles podem necessitar de extração cirúrgica. Os cálculos
nem sempre causam sintomas, porém, quando o fazem, a hematúria é o mais comum
deles. Se os cálculos obstruírem o ureter eles podem causar graves dores no
flanco, disúria, retenção, freqüência e urgência urinárias.
Objetivo
•
Detectar cálculos na urina e identificar sua causa.
Valores de referência
Método:
análise química, com pesquisa dos elementos cálcio, fósforo, magnésio, amônia,
cistina, ácido úrico, oxalato, citrato e carbonato.
Achados normais
Normalmente, os cálculos
não estão presentes na urina.
Achados anormais
Mais da metade dos cálculos
na urina é de composição mista, contendo dois ou mais sais minerais; o
oxalato de cálcio é o componente mais comum. A determinação da composição
dos cálculos ajuda a identificar diversas desordens metabólicas.
Exames correlatos
Calciúria de 24
horas e uricosúria de 24 horas.