Uma biópsia de tireóide envolve a excisão de uma
amostra de tecido tireoidiano para exame histológico. Ela é indicada em
pacientes com aumento de tireóide ou nódulos, dificuldades de respiração ou
de deglutição, paralisia de cordas vocais, perda de peso, hemoptise e uma
sensação de empachamento no pescoço. Ela é comumente efetuada quando os
testes não-invasivos, como, por exemplo, imagens de tireóide são anormais ou
inconclusivas. O tecido da tireóide pode ser obtido com uma agulha oca sob
anestesia local ou durante uma biópsia aberta sob anestesia geral.
Objetivos
•
Diferenciar doença tireoidiana benigna de maligna.
•
Auxiliar a diagnosticar a tireoidite de Hashimoto, tireoidite
granulomatosa sub-aguda, hipertireoidismo e bócio nodular não-tóxico.
Preparo do paciente
Dizer ao paciente que ele não precisa restringir
alimentação nem líquidos, a menos que vá receber anestesia geral.
Informar ao paciente que
ele irá receber anestesia local para minimizar a dor durante o procedimento,
porém pode sentir alguma pressão enquanto a amostra é colhida.
Verificar a história do
paciente com relação a hipersensibilidade a anestésicos ou analgésicos.
Administrar um sedativo
15 minutos antes da biópsia.
Valores de referência
Método:
biópsia por agulha de punção ou
aberta excisional.
O exame histológico de
tecido normal apresenta redes fibrosas dividindo a glândula em pseudolóbulos
compostos de folículos e capilares. As paredes dos folículos são revestidas
de epitélio cuboidal.
Achados anormais
Os tumores malignos parecem nódulos bem encapsulados, solitários,
de estrutura uniforme, porém anormal. O carcinoma papilar é o câncer
tireoidiano mais comum. O carcinoma folicular, uma forma menos comum, parece-se
muito com células normais.
Os tumores benignos (como
o bócio nodular não-tóxico) demonstram hipertrofia, hiperplasia e
hipervascularidade. Padrões histológicos distintos caracterizam tireoidite
granulomatosa sub-aguda, tireoidite de Hashimoto e hipertireoidismo.
Exames correlatos