Biópsia de membrana sinovial 

A biópsia da membrana sinovial envolve a excisão por agulha de amostra de tecido para exame histológico do revestimento epitelial fino da cápsula das articulaçôes diartrodiais. Em uma articulação grande, como, por exemplo, o joelho, a artroscopia preliminar pode auxiliar na seleção do local de biópsia. A biópsia sinovial é efetuada quando a análise do líquido sinovial revela-se não diagnóstica ou quando o líquido está ausente. 

Objetivos

    Diagnosticar gota, pseudogota, lesões e infecções bacterianas e infecções granulomatosas.

Auxiliar no diagnóstico de lupus eritematoso sistêmico (LES), artrite reumatóide ou doença de Reiter e monitorar uma patologia articular. 

Preparação do paciente

Dizer-lhe que ele receberá anestesia local para minimizar o desconforto, porém que irá sentir dor passageira quando a agulha entrar na articulação.

Verificar a história do paciente com hipersensibilidade à anestesia local.

Administrar um sedativo para auxiliar o paciente a relaxar. 

Valores de referência

Método: biópsia por punção aspirativa ou através de artroscopia.

A membrana sinovial contém células que são idênticas àquelas encontradas em outros tecidos conectivos. A superfície da membrana é relativamente lisa, exceto pelos vilos, dobras e placas de gordura que se projetam para dentro da cavidade da articulação. O tecido da membrana produz líquido sinovial e contém uma rede capilar, vasos linfáticos e algumas fibras nervosas. A patologia da membrana sinovial também afeta a composição celular do líquido sinovial. 

Achados anormais

Um exame histológico de tecido sinovial pode diagnosticar artrite reumatóide, hanseníase, coccidioimicose, gota, pseudogota, hemocromatose, tuberculose, sarcoidose, amiloidose, sinovite vilonodular pigmentada, tumores sinoviais ou câncer sinovial. 

Exames correlatos

Análise do líquido sinovial.