Amilase sérica e urinária 

A amilase (alfa-amilase), uma enzima sintetizada primariamente no pâncreas e glândulas salivares, ajuda a digerir amido e glicogênio na boca, estômago e intestino. Na suspeita de doença pancreática aguda, a medição de amilase sérica ou urinária é o mais importante teste de laboratório. 

Objetivos

    Diagnosticar pancreatite aguda.

    Distinguir pancreatite aguda de outras causas de dor abdominal que requeiram cirurgia imediata.

Avaliar possível comprometimento pancreático causado por trauma ou cirurgia abdominal. 

Preparo do paciente

Jejum de 4 horas. 

Valores de referência

Método: cinético, química seca, automatizado.

Amilase Sérica: até 220 U/l.

Amilase Urinária: 1,2 a 3,8% (índice de depurações amilase/creatinina). 

Achados anormais

Após 2 horas da instalação de pancreatite aguda, os níveis de amilase começam a aumentar, com pico em 12 a 48 horas, e retornam ao normal em 3 a 4 dias. A medição de amilase urinária deve acompanhar os resultados de amilase sérica normais para descartar pancreatite. Elevações séricas moderadas podem acompanhar obstrução do duto biliar comum, duto pancreático ou ampola de Vater; comprometimento pancreático originário de úlcera péptica perfurada; câncer pancreático e doença aguda da glândula salivar. A função renal prejudicada pode aumentar os níveis séricos.

Os níveis podem estar ligeiramente elevados em pacientes que são assintomáticos ou estão respondendo de maneira não usual à terapia. Um teste de fracionamento de amilase determina a fonte de amilase e ajuda a seleção de testes adicionais. 

Níveis diminuídos podem ocorrer em pancreatite crônica, câncer pancreático, cirrose, hepatite e toxemia gravítica. 

Exames correlatos

Creatinina, transaminase glutãmico oxalacética (TGO), transaminase glutãmico pirúvica (TGP), gama glutamil transferase (GGT).